Amor: conversão e crescimento

Só podemos amar aquilo que conhecemos (Antoine de Saint Exupéry). 
Estamos em plena Campanha da Fraternidade, quando a Igreja nos convida a meditarmos sobre “Fraternidade e a Vida: Dom e Compromisso”. Defender a vida, preocupar-se com os outros, sofrer com as dores do próximo, são atitudes do cristão comprometido com o Evangelho, no bem ao próximo, que cuida e ajuda a transformar a vida do que mais precisa. 
O caminho, talvez, seja a necessária conversão, mudança de hábitos, atitudes, de coração mais presente, para nos aproximarmos daquele que sofre, oferecer-lhe ajuda para o restabelecimento de sua dignidade como homem/mulher. Não podemos estar presentes na sociedade, vendo tantos maus tratos, injustiças sendo praticadas, pessoas sem lar, dificuldade de chegar ao atendimento de saúde, dificuldade na busca de formação. Precisamos fazer algo, abrir nosso coração e transformá-lo em carne, sensível.
“Se houvesse mais amor, o mundo seria outro; se nos amássemos mais, haveria menos guerra. Tudo está resumido nisto: Dê o máximo de si em favor do seu irmão, e, assim sendo, haverá paz na terra.” (Santa Dulce dos Pobres).
O amor é transparente, é presente, é enxergar o outro, é entender que somos diferentes um do outro, tanto pela vida partilhada em cada família, como pela participação na vida social. Na vida familiar e, principalmente no casal, estas diferenças ajudam a aproximar um do outro, complementando e experimentando novas atitudes para uma vida de entreajuda harmônica.
Muito se fala em felicidade. Mas o mundo nos mostra uma felicidade passageira, feita de um momento e desaparece. Aliás, confunde-se muito felicidade com satisfação de vontades. Encontramos a felicidade quando nosso objetivo principal está na ajuda a alguém que mais precisa; estender a mão ao necessitado.
Nesta Quaresma , seja nosso compromisso abrir-se mais para o próximo, colocar mais paixão no que se faz, amar mais, e que possamos, sim, fazermo-nos presentes na construção de uma sociedade mais humana, fraterna, cheia de amor. Pensemos nisso!
Paulo Poletto

 
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