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Esperança cristã

Muito se fala das relações entre as pessoas, quer pelo seu reflexo na sociedade contemporânea, como no seio das famílias. Certo é que a sociedade está passando por crises dominada pelos valores de exclusão, onde cada pessoa se considera única e, portanto, procura satisfazer seus interesses pessoais, esquecendo-se do bem comum. É necessário que o amor verdadeiro seja prioridade em todas as comunidades. Mas para isto é preciso que cada pessoa faça sua conversão nas atitudes, tomando
consciência da necessidade do outro. A sociedade está clamando um novo agir. Vivemos num momento que pode facilitar estas mudanças, tempo este que exige
“ficar em casa”. 
Há pouco tempo, estávamos envolvidos em inúmeras atividades profissionais, sociais, familiares, e de repente somos convidados e, por que não, compelidos a nos
retirar em nossos lares. Se antes não tínhamos tempo para a família, hoje se nos apresenta tempo para nós mesmos, tempo para revisarmos nosso caminhar,
planejar as atividades. Diante deste inimigo Covid-19, muitas perguntas surgem: O que faremos? Como será o futuro? Por certo perante as incertezas o
que nos resta é nos proteger deste inimigo. Vale não perdermos a esperança para enfrentar as adversidades que surgem em nossa frente. 
Acreditar num futuro melhor, seremos menos atingidos pela angústia. Viver a esperança baseada no amor evangélico, será mais fácil superar os desafios, já que a fé se torna presente, a nos confortar. 
O Papa Francisco, em sua recente Encíclica FRATELLI TUTTI, nos convida a sonharmos com uma só humanidade, onde todos se reconhecem como irmãos. “Sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma Terra que nos deseja a todos e todas, cada um com a riqueza da sua fé ou de suas convicções, cada um com sua própria voz, todos irmãos e irmãs.”
Neste momento de pandemia, devemos reservar um tempo para meditar que não existimos sós, e que precisamos um dos outros. Desde ao nascer e em toda a nossa vida, nas atividades, atitudes, ações, precisamos do suporte e ajuda de outras pessoas. Não somos únicos, mas vivermos em comunidade, dependentes dos outros. Concebidos à imagem e semelhança de Deus podemos afirmar, portanto, que somos todos irmãos. A fé cristã une cada um no mesmo amor, formando uma única família que permanece unida em Cristo. A espiritualidade cristã faz com que o indivíduo enfrente os problemas com a esperança que alcançará a vitória, e que um dia receberá a
recompensa da salvação. Pensemos nisto.

Paulo Poletto

 
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