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Só o amor obriga

Iniciamos este mês de julho ouvindo o Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum, onde Jesus nos diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados
sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Atravessando esse momento dramático e histórico da pandemia da Covid-19, todos nós estamos
com certeza “cansados”, “fatigados” e carregando “pesados fardos”. É o cansaço da quarentena, do distanciamento social, de não podermos estar próximos dos familiares, dos amigos, das pessoas que nós amamos. É a fadiga dos profissionais da área da saúde e tantos outros que atuam na linha de frente no combate à pandemia. É o “fardo pesado” de tantas pessoas que perderam seu trabalho, seu emprego, sua fonte de renda; o estresse e a angústia de todos aqueles que estão sofrendo as consequências da forte crise econômica gerada pela pandemia. 
Queremos buscar em Jesus, mais do que nunca, a força de que precisamos para enfrentar tudo isso, sem jamais perder a fé e a esperança. Ao mesmo tempo que encontramos, sobretudo na oração, o alívio, a paz e a força do Espírito Santo, Jesus nos oferece também um fardo, o seu fardo “leve” e o seu jugo “suave”. Muito diferente dos fardos pesados que tantas pessoas carregam em suas vidas, o fardo de Jesus tem um outro peso: o peso do amor. O mandamento do amor
é o jugo suave que Jesus nos oferece. Jugo é “canga” que se coloca nos animais para lavrar a terra. Com essa imagem podemos compreender melhor a força do que o Evangelho nos apresenta. O amor é sim um jugo, ele traz consigo exigências e sacrifícios. O amor obriga. Aliás, só o amor é que nos pode obrigar a realizar algo com verdadeira e total liberdade. O amor é sim um fardo, e traz consigo um peso; o peso da dor, do sofrimento, da responsabilidade. É o único peso que vale a pena carregarmos nessa vida. Esse é o paradoxo da vida cristã, o paradoxo do Evangelho: um “jugo suave”, um “fardo leve”. Esse é o paradoxo do amor. Entreguemos, pois, os nossos pesados fardos a Jesus. Através da oração, renovemos junto a ele as forças do nosso coração cansado, e tomemos sobre nós o jugo do seu amor, que nos obriga a amar.
Pe. Eleandro Teles

 
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