SOLIDARIEDADE COMO PRESENTE

O tempo passa; o ano está para findar; momentos de encontro, de discernimento, de meditação, de revisão. Estamos num tempo que manifestamos nosso carinho com alguém, seja familiar ou amigo, com um presente, lembrança, abraços. Mesmo vivendo de forma restrita, em vista da pandemia, se não presencial ao menos virtual, por telefone, por e-mail, encontramos uma forma de nos fazer presente. Como seres humanos não conseguimos viver totalmente isolados, precisamos sempre do outro que nos ajuda a crescer, transformar nossa vida para melhor.

Porém a vida em sociedade se reveste de nuanças de solidariedade e de desencontros. Natal, pode ser um momento de trégua. Talvez, para muitos, seja o melhor presente a reconciliação. Forma de religar os fios que se romperam, buscar nova vida, tudo inspirado no nascimento do Menino Jesus e no nascer do novo ano. Buscar vida nova, encontrar novos caminhos que possam nos reaproximar uns dos outros, fazendo valer a misericórdia. Sob as bênçãos de Jesus Menino, seguir o caminho trilhado pela Sagrada Família, exemplo de vida, doação e de virtudes.

Este ano, determinados a conviver com o COVID-19, nos obrigamos a permanecer mais tempo no lar. A família foi mais presente hoje que em outros momentos. Para muitos está sendo tempo de reflexão, oração, aumento do diálogo, planejamento financeiro e de vida. Para outros, a incompreensão, a discórdia, a inveja, a injustiça, a intolerância tomaram conta das pessoas, chegando em muitos casos na destruição de compromissos matrimoniais.

A verdade é que erramos porque muitas vezes somos imaturos, insensíveis, impulsivos, ou seja, nem sempre é porque somos maus. Na maioria das vezes não existe maldade nestas ações, em que as intenções visam o fator positivo, tentando construir mais que destruir.

A compaixão, pode ser o remédio para nossas relações. Buscar a empatia e reconhecer o valor do outro, através da COMPREENSÃO, ACEITAÇÃO e o PERDÃO.

Neste Natal, experimentemos oferecer um presente novo, que possa construir vidas de amizade, de paz, de amor: PERDÃO.

Pensemos nisto

Paulo Poletto

 
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